PAPO RETO
A questão por trás dos PEDs não é técnica, mas de luta política!
Nos últimos tempos todos acompanhamos diversos textos que vem circulando, principalmente via whatsapp, e falam sobre a situação dos PEDs assassinos e também sobre as responsabilidades da situação precária em que somos colocados em vista dos absurdos descontos em nossas aposentadorias.
Destacar os elementos temporais dessa situação é muito relevante, vistas todas as mudanças que a Petros passou desde a sua fundação, no ano de 1969. Contudo, é bastante improvável que tenhamos sucesso em nosso pleito de recomposição da aposentadoria, com o fim dos descontos, meramente através de revisões de decisões administrativas ou minúcias jurídicas.
Precisamos ter bastante clareza na leitura da situação para que possamos responder de forma organizada. A ascensão do modelo de gestão financeirizada das empresas estatais (sejam de economia mista ou de controle 100% estatal), adaptado às demandas do mercado, é uma decorrência das políticas econômicas neoliberais das últimas 3 décadas, que jogam sobre os trabalhadores e aposentados o peso dos ajustes necessários ao aumento da remuneração de acionistas. E isso é apenas parte do problema.
No caso dos aposentados, o ataque a previdência pública geral dos trabalhadores está no cerne da questão e foi iniciado bem antes. A própria existência da Petros é um exemplo disso. A dinâmica de gestão de fundos previdenciários do tipo se alastrou por diversas categorias e, com isso, arrasta também lideranças cooptadas que, mesmo que estivessem todas bem intencionadas, tem que entrar na ciranda da financeirização do capitalismo que transforma a gestão do Estado para garantir a “saúde” do próprio sistema financeiro e não o bem estar dos aposentados.
Temos acordo com questionamentos que levantam que a questão não pode ser reduzida a palavras de ordem como “PETROBRAS, PAGUE SUA DÍVIDA!” ou debates sobre “MIGRAR OU NÃO MIGRAR?”. Entretanto, depositar as esperanças em “auditorias técnicas” não irá reverter um processo que é mais amplo do que a questão previdenciária de nossa categoria, vista de forma isolada. A questão não é técnica, mas sim um elemento de luta política.
Devemos lutar para que a Petrobras pague a sua dívida, mas isso teria também um efeito temporal limitado. Em quantos anos a categoria teria novamente o mesmo problema? Devemos lutar desde já por um modelo de previdência pública que proteja de fato o padrão de vida de quem contribuiu por toda uma vida e não pode ser rifado em meio a planilhas com boa fundamentação técnica, mas que tem essa técnica servindo a interesses alheios aos dos aposentados.
Mais do que buscar planilhas e possíveis “erros de gestão” na Petros, devemos construir lutas unitárias para reverter reformas previdênciárias das últimas décadas e as limitações dos benefícios para os quais contribuímos disciplinadamente por toda uma vida. Lideranças que não tenham tocado a luta política em defesa da categoria devem ser cobradas, mas nossa cobrança deve ser muito mais ampla e dura, não se atendo apenas a aspectos “técnicos”. Só a luta pode conquistar o fim dos PEDs!
FALA PRESIDENTE: 43 anos de fundação da ASTAPE/RJ! Associados celebram na sede campestre!
A tradicional festa de aniversário da ASTAPE/RJ foi realizada em 25 de julho. Comemorando 43 anos de nossa fundação, o evento reuniu 129 pessoas, em nossa Sede Campestre, entre associados, familiares, funcionários da associação e entidades convidadas.
A recepção dos convidados para o início da festividade aconteceu às 10h da manhã no sítio da associação, localizado em Mauá. Na abertura dos trabalhos do evento, o diretor Genobre Lima apresentou o cronograma da festa e realizou a fala política de abertura, ressaltando o histórico de lutas da entidade e dos petroleiros anistiados e aposentados, de pensionistas e de todos e todas que seguem na luta pela anistia política. Foi realizado também um informe sobre a ausência de nosso presidente, Adelino Chaves, por questões de saúde.
Seguir resgatando esse histórico de lutas e mantendo firme as bandeiras da anistia política aos perseguidos pela ditadura iniciada em 1964 é essencial nesse momento. Não apenas pela questão da construção de uma memória operária no país, frente a volta de conspirações golpistas da extrema-direita em 2023 e novamente em 2026 – dessa vez com suporte direto recebido do governo dos EUA –, mas também porque desde julho deste ano se abriu um novo caminho de luta jurídica pela anistia através das anistias a coletividades atingidas pela ditadura. Abordamos de forma mais aprofundada esse assunto no Fala Presidente da edição do Jornal da ASTAPE/RJ no mês de julho, que foi distribuída aos convidados.

Entre os representantes de entidades convidadas estiveram presentes o companheiro Wanderley R. da Silva, diretor da Unidade de Mobilização Nacional pela Anistia (UMNA), a companheira Edineia, presidente da Associação Nacional dos Anistiados da Petrobras (CONAPE), e os companheiros Milton N. Silva e Décio Moreira de Almeida, presidente e diretor, respectivamente, da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Sistema Petrobras em Santos – SP (ASTAIPE/SP). Valorizamos muito a presença de todos os companheiros de entidades de luta parceiras. Seguimos apontando que o caminho para as vitórias em nossas lutas passa pela articulação dos trabalhadores e, em nosso caso particular, dos lutadores pela anistia política.
Em seguida ao almoço, os convidados seguiram em confraternização. O momento de integração contou com a animação da festa e a cabine de fotos giratória, além do momento do tradicional bolo e dos parabéns aos 43 anos de nossa entidade de luta. Ao final da tarde, todos se encaminharam para a saída dos transportes particulares e do ônibus fretado.
A comemoração do histórico de lutas pela anistia e das conquistas que obtivemos segue sendo essencial para animar os próximos passos de nossas lutas específicas e das lutas da classe trabalhadora como um todo. Empolgar a militância e avançar passos na preservação de nossa história, entendida enquanto parte importante da memória das lutas operárias no Brasil, é fundamental. A diretoria da ASTAPE/RJ saúda a todos os que puderam estar presentes e reforça o chamado para que sigamos cada vez mais firmes na luta!
Associados aniversariantes (Agosto/2026)
| NOMES | DATA |
| ARY FERNANDES | 22/08/2026 |
| CUSTODIA MARIA DA SILVA | 24/08/2026 |
| DORIS SANTARELLI DE CASTRO | 14/08/2026 |
| FRANCISCO SORIANO DE SOUZA NUNES | 12/08/2025 |
| INACIA DA SILVA CONRADO | 22/08/2026 |
| MANOELINA SIMÕES DE ANDRADE | 02/08/2026 |
| MARIA APARECIDA SOARES DE FREITAS | 15/08/2026 |
| MARIA D AJUDA DOS SANTOS GUEDES | 12/08/2026 |
| MARIA DA GRAÇA COSTA DAVID | 20/08/2026 |
| MARIA JOSÉ XAVIER BAGGIO | 04/08/2026 |
| MARIA MIRANDA DOS SANTOS | 01/08/2026 |
| ROBERTO GAMA | 09/08/2026 |
| TERESINHA MARIA SILVA DOS SANTOS | 14/08/2026 |
| WALACY DE OLIVEIRA RIBEIRO | 10/08/2026 |
PAPO RETO
PRA FICAR DE OLHO!
PETROS, PEDs e PETROBRAS
A decisão sobre como a Petrobras lidará com as dívidas e equacionamentos de déficits da Petros passa principalmente pelo Conselho de Administração, que tem o poder de ditar as estratégias e aprovar acordos financeiros.
A estrutura de decisão e o papel de cada esfera funcionam da seguinte forma:
Conselho de Administração: É o órgão máximo de governança e orientação da companhia.
É ele quem avalia o impacto financeiro, aprova as diretrizes, autoriza negociações e dá a palavra final sobre o aporte de recursos ou assunção de compromissos bilionários.
União (Governo Federal): Atua como acionista controlador da Petrobras.
Como detém a maioria das ações com direito a voto (cerca de 50,26%), o governo indica a maioria dos conselheiros e orienta politicamente a postura da empresa nas mesas de negociação.
Diretoria Executiva: É o braço administrativo da estatal e fica encarregada de estruturar tecnicamente os planos de pagamento, levantar os valores e executar as políticas aprovadas pelos conselheiros.
Conselho de Acionistas (Assembleia): Aprova as contas gerais, o orçamento anual da empresa e elege os membros do Conselho de Administração, mas não vota pontualmente as operações do dia a dia com a Petros.
Fonte: Informações retiradas da aba de Governança do site investidorpetrobras.com.br
