Associados aniversariantes (Dezembro/2025)

Moção pela anistia aos petroleiros perseguidos

PAPO RETO

Petroleiros em defesa do petróleo do Brasil e dos empregos da Refinaria de Manguinhos

No dia 22 de outubro, ocorreu o ato dos trabalhadores da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), que também reforçaram o protesto contra os leilões, no Centro do Rio. Eles lutam pela garantia de seus empregos e contra o fechamento da unidade. O Sindipetro-RJ se mobiliza em defesa dos empregos dos trabalhadores e de forma independente tanto da ANP como da direção da empresa, exigindo que as apurações aconteçam de forma justa e transparente.

Estamos na linha de frente na luta para que o Brasil seja autossuficiente nos combustíveis que consome e o pleno funcionamento do Refino em Manguinhos é fundamental para isso. Mas não podemos permitir que em nome do interesse de outras grandes empresas petrolíferas e das importadoras de combustível, a ANP mantenha esse impasse e milhares de trabalhadores e trabalhadoras sejam colocados na rua e que as comunidades onde vivem esses trabalhadores tenham que pagar a conta dessa briga de engravatados.

Como não poderia deixar de ser, o Sindipetro-RJ está ao lado dos trabalhadores da REFIT e não medirá esforços para a manutenção de cada posto de trabalho, para isso exigimos uma ação concreta da ANP, do Prefeito Eduardo Paes, do Governador Cláudio Castro e do Presidente Lula em defesa dos empregos e do pleno Funcionamento do Refinaria de Manguinhos.

Mais um feirão do petróleo brasileiro

Sobre o leilão, a Petrobrás arrematou dois dos sete blocos ofertados, ambos na Bacia de Campos, levando o bloco Citrino, em um lance por 100% da área. A companhia também arrematou o bloco Jaspe, como operadora e 60% de participação, em parceria com a norueguesa Equinor. No total dos sete blocos ofertados no leilão, cinco foram negociados. Chama atenção o baixíssimo retorno do “óleo lucro”, mostrando como os campos foram vendidos a preço de banana e nem mesmo uma relevante arrecadação ao Estado vão gerar..

Os demais vencedores foram Karoon, com 100% do bloco Esmeralda, um consórcio formado por CNOOC e Sinopec, que levou o bloco Ametista, e Equinor, com 100% do bloco Itaimbezinho. Não houve lances para os blocos Larimar e Ônix.

Saldão da PPSA em dezembro

Em dezembro próximo, a  Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) vai realizar um leilão de áreas não contratadas, pertinentes às jazidas compartilhadas de Mero, Atapu e Tupi. O certame oferecerá ao mercado a totalidade da participação da União nessas áreas, que hoje corresponde a 3,500% em Mero, 0,551% em Tupi e 0,950% em Atapu. Nestes campos a arrecadação estatal é total, de 100%, e com o leilão mais recursos serão entregues a empresas privadas.

Ao leiloar as reservas, infelizmente o governo Lula segue aplicando sem qualquer inibição o receituário neoliberal de entrega das riquezas do Brasil ao capitalismo global. Os petroleiros e o Sindipetro-RJ vão seguir na luta pela defesa da Petrobrás e contra o entreguismo dos recursos brasileiros! Chamamos todos petroleiros e todos os sindicatos petroleiros a se somarem nesta luta pelo fim dos leilões do petróleo.

Fonte: Sindipetro RJ

FALA PRESIDENTE

Como podemos fazer avançar nossas lutas no presente?

A diretoria da ASTAPE/RJ vem, nos últimos meses, buscando aprofundar uma análise de conjuntura que nos permita conseguir avaliar o cenário político brasileiro, com destaque para a organização das lutas dos trabalhadores, aposentados e pensionistas da Petrobrás, e sob quais condições podemos fortalecer nossas pautas em defesa da anistia enquanto trabalhadores que lutam por seus direitos. Seguem alguns desses elementos.

A nível internacional, o cenário de conflitos vem se acirrando mundialmente por meio de conflitos armados e guerras tarifárias. As disputas imperialistas, encabeçadas por EUA e China, vem se expressando em uma luta global pela hegemonia sobre mercados, rotas comerciais, territórios e matérias-primas em todo o planeta. São exemplos particulares dessa guerra comercial: a guerra aberta entre Rússia e OTAN na Ucrânia; a tentativa de imposição de um genocídio por Israel ao povo palestino, que resiste bravamente em luta por sua existência; os bombardeios dos EUA ao Irã; as ameaças de intervenção militar trumpista sobre Venezuela, Colômbia e o Mar do Caribe; e, no caso do Brasil, a imposição de tarifas que visam dobrar o país em meio a “negociação” de terras raras, da regulamentação das big techs e da pressão pela adesão à política estadunidense que visa alargar o conceito de terrorismo, facilitando intervenções econômicas e militares dos EUA em nosso país.

Isso coloca, para nós trabalhadores, a necessidade de fortalecer lutas a nível nacional, com independência de classe, que permitam avanços de direitos dos trabalhadores, mas levando também em consideração a necessidade de fortalecimento das capacidades logísticas, de defesa, de geração de empregos de qualidade e de soberania energética do país em meio ao conflituoso cenário mundial. Em todos esses “campos” o papel da Petrobrás é central.

É luta de primeira hora a questão da reversão da privatização dos ativos da Petrobrás que foram entregues ao capital privado (nacional e estrangeiro) nos últimos anos. É necessária a retomada pela Petrobrás das refinarias e de suas subsidiárias que foram privatizadas! Vitórias nesse sentido seriam estratégicas, pois determinariam um grande impulso também em lutas pela reestatização da Eletrobras e da Eletronuclear, empresas essenciais a nossa soberania energética.

Sabemos, contudo, que o cenário que se apresenta para tais lutas é difícil. Mesmo com a vitória eleitoral sobre o bolsonarismo em 2022, impulsionada por grande parte de nossa categoria, o Governo Lula não assumiu tais pautas como prioridade. A gestão da Petrobrás, indicada pelo presidente, vem se colocando como mais uma barreira às lutas dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, vem beneficiando exclusivamente as demandas dos acionistas, demonstrando a adesão governista às lógicas de ajuste fiscal e de financeirização neoliberais, enquanto deslegitima e busca desorganizar os espaços de negociação junto às Federações e aos sindicatos da categoria.

Em Duque de Caxias, se já não temos, enquanto classe, o mesmo nível de enraizamento de organização dos trabalhadores de décadas passadas para romper essas barreiras, a ASTAPE/RJ pode cumprir um papel importante no resgate de experiências organizativas de trabalhadores e das difíceis lutas travadas na refinaria, particularmente as ocorridas nos primeiros momentos e durante toda a ditadura. Cabe a nós o esforço de destacar como esses exemplos do passado podem iluminar caminhos – à luz da experiência acumulada e testada sob os anos de chumbo – às novas gerações em disputa pelo futuro dos trabalhadores em nosso país.

O resgate da memória operária em Duque de Caxias, iniciado a partir das lutas que tocamos na REDUC, pode ser um caminho promissor para darmos um novo respiro às nossas lutas pela anistia política dos trabalhadores perseguidos pela ditadura. Nossas vitórias devem ser construídas na luta! É dessa forma, buscando a construção da unidade e luta com movimentos que também carregam as palavras de ordem de memória, verdade, justiça e reparação – que vem sendo colocadas em prática há décadas por nossos associados –, que poderemos contribuir diretamente para aglutinar movimentos e organizações de trabalhadores em luta em nosso Estado.

Associados aniversariantes (Novembro/2025)

NOMES DATA
CARLOS ALBERTO ALVES NUNES 25/11/2025
DAMARIS VIEIRA QUARESMA 09/11/2025
JENNIFFER SANTANNA DOS SANTOS 20/11/2025
LINDALVA SEVERINA DE LUNA 15/11/2025
MARIA DA CONCEIÇÃO LINS DE SOUZA 08/11/2025
MARIA DE FATIMA CARDOZO 12/11/2025
MARIA DE LOURDES GOMES SANTOS RODRIGUES 01/11/2025
MARIA DULCE FERNANDES MASCARENHAS 25/11/2025
MARIA EFIGENIA DE AGUIAR 09/11/2024
MARIA HELENA DE ALMEIDA ANASTACIO 26/11/2025
MARIA JOSÉ DE SENNA QUINELATO 04/11/2025
MARILENE FONSECA PINHEIRO 26/11/2025
MARLY VIEIRA DA SILVA OLIVEIRA 09/11/2025
MAURICIO FABIANO DE CASTRO 23/11/2025
MAURO DE OLIVEIRA LOPES 22/11/2025
NORMA DE SOUZA ALMEIDA 15/11/2025
ROSA MARIA PAULO TORRES 19/11/2025
RUTH DA COSTA ALMEIDA DA SILVA 25/11/2025