ASTAPE/RJ CELEBRA 42 ANOS COM FESTA JULINA NA SEDE CAMPESTRE

Por Gustavo Pedro

No dia 26 de julho, mais de cem pessoas – entre associados, familiares e funcionários da ASTAPE/RJ – reuniram-se na Sede Campestre, em Mauá, para celebrar os 42 anos da associação. O evento, com temática de festa julina, destacou a importância histórica das lutas pela Anistia dos petroleiros de Duque de Caxias.

A programação começou por volta das 10h, com a chegada dos participantes. Alguns vieram de ônibus, partindo da Sede Social em Duque de Caxias; outros, em carros particulares. Na abertura, o presidente Adelino Chaves deu as boas-vindas aos presentes e destacou a importância de comemorar a fundação da entidade, realizada em 1983, em meio às mobilizações históricas pelos direitos dos trabalhadores, e particularmente dos petroleiros da REDUC, que foram perseguidos politicamente e demitidos durante a ditadura instaurada no país em 1964.

Os convidados receberam exemplares do Jornal da ASTAPE/RJ (edição julho/2025) e brindes que remetem ao aniversário de nossa associação, além dos livros Adelino: Antes e depois de Jango, de Roberto Ruabela, e A caminhada de um operário, de Gustavo Pedro. As obras retratam, sob perspectivas diferentes, a história de lutas do presidente da entidade.

Além de Adelino, fizeram falas também os diretores Genobre Lima e Luiz Carlos Martins, bem como representantes de entidades parceiras das lutas cotidianas em defesa da Anistia aos trabalhadores perseguidos pela ditadura empresarial-militar no Brasil.

Memória e resistência

Após o almoço e a confraternização em clima de festa julina, o presidente Adelino agradeceu a participação de todos, enaltecendo a relevância histórica da comemoração e destacando a importância do trabalho dos funcionários da entidade – tanto na reforma e cuidados da Sede Campestre quanto no cotidiano das atividades da Sede Social.

As falas da diretoria e das entidades parceiras reforçaram a necessidade de celebrar as conquistas no processo de organização da classe trabalhadora. Tais momentos, destacaram, são essenciais para empolgar a militância e contribuir para a preservação da memória das lutas operárias no Brasil.

A história de luta desses petroleiros aposentados da REDUC, que segue firme para estender a Anistia a todos os trabalhadores da refinaria atingidos pela repressão estatal sob a ditadura, é fundamental para que pensemos criticamente a realidade atual. Aprender com as lutas do passado segue sendo questão essencial para a organização, nos dias atuais, dos trabalhadores em luta por direitos em nosso país.