O DRAMA DOS APOSENTADOS DO PLANO PETROS 1
O Fórum em defesa dos participantes e assistidos do plano Petros segue seu trabalho na busca de encontrar uma saída digna. Publicou em 19 de março último a 23ª nota de esclarecimentos do andamento das negociações sobre o fim dos PEDs, além de produzirem uma live no dia 6 de abril em forma de debate, onde os representantes do Fórum responderam as perguntas dos aposentados após as explanações dos debatedores. Essas ações, seguidas de exames das entidades de fiscalização, supervisão e governança das EFPCs, com o movimento sindical e associações, visam dar fim aos pagamentos extraordinários que penalizam principalmente os aposentados.
No dia 8 de abril foi realizado um Seminário Nacional de aposentados assistidos do plano Petros, R e NR, em Salvador, que reuniu centenas de interessados. Isso porque, tal e qual a repactuação de 2007, onde a promessa de acabar com os Déficits do plano Petros não produziu tal efeito, quem repactuou paga o PED hoje em dia igual a quem não repactuou. Naquela ocasião a categoria ficou dividida ocasionando os PPSP-R e os PPSPS-NR.
Após vários atos, vigília e greve do movimento sindical, no último ACT, os trabalhadores conseguiram sensibilizar a direção da Petrobras para acabar com os PEDs. Porém, a insatisfação continua. Isso levou aqueles aposentados a se reunirem no Seminário, descontentes com os andamentos das negociações que após todos esses anos ainda não vislumbra uma saída para seus problemas. A saída apresentada agora é a migração do plano BD para um plano CD misto. Essa solução muito parecida com a repactuação, tem características piores às vidas dos assistidos e pensionistas pois impacta diretamente nos direitos dos aposentados.
O impasse analisado pela Petrobras aponta uma solução que depende da suspensão das ações judiciais promovidas pelo movimento sindical, que cobram as dívidas da Petrobras. A empresa espera uma proporção de obter mais de 60% das adesões ao novo plano CD misto, que é o plano CD com o fundo de longevidade mútuo. Essa é a condição que a Petrobras entende para aportar dinheiro.
O Seminário produziu a Carta de Salvador, que explica o motivo da insatisfação e as incertezas com o novo plano proposto, que não atende as necessidades dos assistidos e aponta outras saídas para que a Petrobras acabe com os PEDs assassinos e devolva a tranquilidade e segurança aos aposentados assistidos da Petros.
Uma coisa é certa. Depois de todo esse trabalho, o novo plano será analisado em assembleias e que, para finalizar com êxito, terá que ter a assinatura de concordância do ator principal dessa história, que é o participante e assistido. Aí está a força e o poder dos aposentados que não se intimidam diante dos poderosos opressores. Vamos acompanhar essas movimentações com otimismo. Novos encontros deverão ser promovidos. Temos a certeza de que a União faz a Força.
Avante, Petroleiros! Quem luta, conquista!
