13 de agosto é dia de Ato em Defesa da Petros no Edisen

13 de agosto é dia de Ato em Defesa da Petros no Edisen

Sindipetro Caxias disponibilizará transporte para a manifestação de três pontos: Duque de Caxias, Recreio dos Bandeirantes e Vila Valqueire

Dia 13 de agosto, quarta-feira, às 11h, acontece o Novo Ato em defesa dos aposentados e aposentadas Petros, no Edisen (Edifício Senado), convocado pelo Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros com a unidade de todas entidades. O Sindipetro Caxias estará junto e chama toda a categoria petroleira de Caxias a participar. A luta é por uma aposentadoria digna.

Disponibilizaremos transporte saindo de Duque de Caxias, Recreio dos Bandeirantes e Vila Valqueire. As inscrições devem ser feita pelo link abaixo até o dia 11 de agosto:
https://forms.gle/usCo17AGuBPGiNw99

Qualquer dúvida, entre em contato com a Secretaria de Aposentados/as pelo Atendimento do Sindipetro Caxias 21 97680-6319, opção 3.

Dia 13/08, às 11h, é dia de fazermos um grande ato no Edisen! Nossa mobilização é decisiva para pressionar a direção da empresa e acabar com os PEDs!

13/08 | 11h | Edisen (Edifício Senado – Av. Henrique Valadares, 28 – Centro, RJ)

Fonte: Sindipetro Caxias

FALA PRESIDENTE

FALA PRESIDENTE

ASTAPE/RJ CELEBRA 42 ANOS COM FESTA JULINA NA SEDE CAMPESTRE

Por Gustavo Pedro

No dia 26 de julho, mais de cem pessoas – entre associados, familiares e funcionários da ASTAPE/RJ – reuniram-se na Sede Campestre, em Mauá, para celebrar os 42 anos da associação. O evento, com temática de festa julina, destacou a importância histórica das lutas pela Anistia dos petroleiros de Duque de Caxias.

A programação começou por volta das 10h, com a chegada dos participantes. Alguns vieram de ônibus, partindo da Sede Social em Duque de Caxias; outros, em carros particulares. Na abertura, o presidente Adelino Chaves deu as boas-vindas aos presentes e destacou a importância de comemorar a fundação da entidade, realizada em 1983, em meio às mobilizações históricas pelos direitos dos trabalhadores, e particularmente dos petroleiros da REDUC, que foram perseguidos politicamente e demitidos durante a ditadura instaurada no país em 1964.

Os convidados receberam exemplares do Jornal da ASTAPE/RJ (edição julho/2025) e brindes que remetem ao aniversário de nossa associação, além dos livros Adelino: Antes e depois de Jango, de Roberto Ruabela, e A caminhada de um operário, de Gustavo Pedro. As obras retratam, sob perspectivas diferentes, a história de lutas do presidente da entidade.

Além de Adelino, fizeram falas também os diretores Genobre Lima e Luiz Carlos Martins, bem como representantes de entidades parceiras das lutas cotidianas em defesa da Anistia aos trabalhadores perseguidos pela ditadura empresarial-militar no Brasil.

Memória e resistência

Após o almoço e a confraternização em clima de festa julina, o presidente Adelino agradeceu a participação de todos, enaltecendo a relevância histórica da comemoração e destacando a importância do trabalho dos funcionários da entidade – tanto na reforma e cuidados da Sede Campestre quanto no cotidiano das atividades da Sede Social.

As falas da diretoria e das entidades parceiras reforçaram a necessidade de celebrar as conquistas no processo de organização da classe trabalhadora. Tais momentos, destacaram, são essenciais para empolgar a militância e contribuir para a preservação da memória das lutas operárias no Brasil.

A história de luta desses petroleiros aposentados da REDUC, que segue firme para estender a Anistia a todos os trabalhadores da refinaria atingidos pela repressão estatal sob a ditadura, é fundamental para que pensemos criticamente a realidade atual. Aprender com as lutas do passado segue sendo questão essencial para a organização, nos dias atuais, dos trabalhadores em luta por direitos em nosso país.

PAPO RETO

OS 46 ANOS DA LEI DA ANISTIA

Desde a sua fundação, a ASTAPE/RJ vem participando ativamente das lutas pela anistia política aos trabalhadores perseguidos, presos, demitidos, torturados ou desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985). Acumulamos, enquanto trabalhadores, um legado de quase 5 décadas de lutas por verdade, memória, justiça e reparação. Contudo, ainda temos muitos obstáculos a serem superados.

Importa relembrar que desde o governo golpista de Michel Temer os militares voltaram a interferir abertamente no processo de concessão das anistias, paralisando politicamente a Comissão de Anistia. Se a lógica do ajuste fiscal já estrangulava o orçamento público, o Executivo passou também a restringir o pagamento de novas indenizações. Com Bolsonaro esse ataque se intensificou quando, durante a gestão de Damares no Ministério dos Direitos Humanos, foi colocado em marcha um movimento de cancelar anistias políticas já concedidas.

Atualmente ainda são diversas as barreiras colocadas para a concessão de novas anistias, mesmo em um governo de caráter “progressista”. Durante o Governo Lula foram reduzidos os valores das indenizações e das prestações continuadas. A permanência da lógica neoliberal de ajuste fiscal segue colocando em risco a continuidade do reconhecimento pelo Estado brasileiro das violências que seu aparato de repressão impôs sobre os trabalhadores durante a ditadura militar.

A anistia política é, fundamentalmente, um ato de reparação simbólica e material, ainda que muito insuficiente, pelos crimes do Estado brasileiro contra seu povo. O estrangulamento econômico decorrente da política de austeridade fiscal permanente – tanto sob o Teto de Gastos de Temer quanto sob o Novo Arcabouço Fiscal de Lula – ameaça o reconhecimento estatal das violências cometidas pela ditadura.

É sob esse cenário em que se encontra ameaçada a existência da Comissão de Anistia. A necessidade que está colocada para os que ainda lutam por reparação é a de enfrentamento à restrição orçamentária, imposta pela política de austeridade, e ao discurso demagógico da extrema-direita, que busca sequestrar os símbolos da luta dos trabalhadores anistiados pelas leis 6.683/1979 e 10.559/2002, que enfrentaram a ditadura, para defender os golpistas de 08 de janeiro de 2023.

O aniversário de 46 anos de assinatura da Lei da Anistia de 1979, a ser comemorado em 28 de agosto, ocorrerá sob esse cenário conturbado. Está sendo articulada, para esse mesmo dia, a realização de uma sessão solene, em Brasília, na qual será relembrada essa luta histórica. Será um esquenta para a ida à sessão de julgamentos da Comissão de Anistia, prevista para a mesma data.

Além de buscarmos contemplar os companheiros grevistas demitidos por perseguição política, que buscam há décadas esse reconhecimento, devemos reforçar a luta para que os torturadores sejam expostos e punidos como criminosos contra a humanidade. Devemos reafirmar que tais crimes não podem ser esquecidos! É por esse caminho que poderemos ressaltar, através de uma firme palavra de ordem, a quem deve servir a Anistia:

ANISTIA SOMENTE AOS TRABALHADORES! JAMAIS AOS GOLPISTAS E TORTURADORES!

Não é momento de abaixarmos nossas bandeiras! A luta pelos direitos dos trabalhadores e o combate aos fascistas e entreguistas dos dias atuais devem estar conectados. A história de lutas da classe trabalhadora ensina que é a luta organizada que constrói nossas vitórias!

JORNAL ASTAPE/RJ – Junho 2025

JORNAL-ASTAPE-Jun25.pdf

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